Valor total em contas é superior a R$ 5,6 bilhões
Brasileiros têm dinheiro esquecido em instituições financeiras – Marcello Casal Jr I Agência Brasil

Raphaela Ribas
CRÉDITOS:

Os bancos e instituições financeiras têm R$ 5,6 bilhões de dinheiro “esquecido”. A origem dos valores pode vir, por exemplo, de contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados ou cotas de cooperativas de crédito. Do montante total, cerca de R$ 4 bilhões pertencem a mais de 23 milhões de pessoas físicas.
Os dados são do Banco Central (BC) e se referem a julho. Os outros R$ 1,4 bilhão do valor total estão disponíveis para mais de dois milhões de empresas. Os bancos concentram a maior parte dos recursos, mas também há dinheiro nas administradoras de consórcios e cooperativas.
Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores baixos para resgatar, conforme o BC:
- 69% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;
- 18% têm entre R$ 10 e R$ 100;
- 9,3% têm entre R$ 100 e R$ 1 mil; e
- apenas 2% têm mais de R$ 1 mil.
Como consultar o dinheiro esquecido
Quem quiser checar se tem algum dinheiro a receber, pode consultar no Sistema de Valores a Receber (SVR) através deste link. O BC alerta que este é o único site para solicitar a devolução de seus valores, da sua empresa ou de pessoas falecidas.
Na consulta inicial, o cidadão informa o CPF e a data de nascimento; as empresas devem utilizar o CNPJ. Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para pedir o resgate.
Quando disponível a opção “solicitar por aqui”, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não possui a modalidade bancária, o sistema apresenta a alternativa de contato direto com a instituição financeira.
Segurança contra golpes
O BC ressalta que todos os serviços são gratuitos e que a instituição não envia links nem entra em contato com as pessoas pedindo dados pessoais.
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o BC já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares.
Atenção aos golpes:
- não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;
- não fornecer senhas ou códigos de autenticação;
- não pagar taxas para receber os valores;
- conferir a instituição responsável diretamente no SVR;
- utilizar somente os canais oficiais do BC.