Redução nas contas de luz, alimentos, combustíveis e passagens aéreas ajudou a derrubar os preços no país; inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,22%.
O Brasil registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado representa a primeira queda mensal do indicador em um ano e foi impulsionado principalmente pela redução nas tarifas de energia elétrica e nos preços dos alimentos.
A energia elétrica residencial teve uma das maiores contribuições para o resultado, com queda de 7,63% no mês. A redução foi influenciada pelo chamado Bônus de Itaipu, que proporcionou abatimentos nas contas de milhões de consumidores.
Os alimentos também ficaram mais baratos pelo terceiro mês consecutivo. O grupo de alimentação e bebidas apresentou redução de 0,34% em agosto. Entre os produtos que registraram as maiores quedas estão batata-inglesa, cenoura, cebola, tomate, ovos e café moído.
Outro destaque foi o setor de transportes. Os combustíveis tiveram recuo médio de 0,91%, com redução nos preços do etanol, óleo diesel e gasolina. As passagens aéreas também apresentaram forte queda, de 13,17%, contribuindo para diminuir as despesas das famílias no período.
Apesar do resultado negativo do IPCA em agosto, as projeções do mercado indicam que a inflação poderá voltar a subir em setembro. Entre os fatores que podem pressionar os preços estão o retorno da cobrança integral das tarifas de energia elétrica e possíveis impactos do El Niño sobre a produção e o preço dos alimentos.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial do país ficou em 4,22%. O índice permanece dentro do intervalo de tolerância estabelecido para a meta de inflação, que tem centro de 3% e limite superior de 4,5%.
Os novos números do IPCA também entram no radar do Banco Central, que utiliza o comportamento da inflação como uma das referências para definir os rumos da taxa básica de juros, a Selic.
Fonte: UOL, com dados do IBGE.