Projeto “Educação no Campo” fortalece identidade de alunos em Deserto Feliz, São Francisco de Itabapoana

Alunos da Escola Municipal Manoel Azeredo, na localidade de Deserto Feliz, estão participando de atividades do Projeto Educação no Campo. Nesta segunda-feira (04/05), os alunos, que fazem parte da comunidade quilombola de Deserto Feliz e moram no local, colheram algumas hortaliças na estufa permanente. O objetivo do projeto é trabalhar a realidade dos alunos, inserindo atividades comuns do seu dia a dia ao ensino escolar, além de fortalecer a educação pública no campo.

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De acordo com a professora do Ensino Fundamental da escola, Marcela Guimarães de Sousa, alunos dos 3º, 4º e 5º anos participam do projeto. “Através do projeto, a gente consegue trabalhar questões de Matemática, Língua Portuguesa e Ciências associadas à realidade diária deles. Eles acompanharam o plantio, trabalhamos a questão da qualidade do solo, falamos sobre alimentação saudável e sustentabilidade”, explicou a professora.

Ainda segundo a professora, através do projeto os alunos fazem pesquisa sobre a própria história da comunidade quilombola. “É uma oportunidade para que eles conheçam a própria origem, como a comunidade se formou. O plantio faz parte da cultura deles. Tem muitas plantas e ervas que eles utilizam como remédios, e essa tradição não pode se perder. Isso é muito importante para a formação da identidade desses alunos”.

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Em São Francisco de Itabapoana, 35 escolas rurais de Educação Infantil e Ensino Fundamental participam do projeto desde janeiro deste ano, quando a Prefeitura, por meio de uma parceria entre as Secretarias de Educação, Cultura e Tecnologia (SMECT) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aderiu ao Novo Pronacampo (Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas).

— Sabemos que, sem o campo, as cidades não existem. Portanto, as ações são reflexões desse modo de vida particular nas áreas rurais que São Francisco têm; desde o litoral, o quilombo de Deserto Feliz, e principalmente, as áreas ditas propriamente como rurais, com vastas plantações — disse o coordenador do projeto Educação no Campo no município, Rafael Luz Guedes.

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O programa do Ministério da Educação (MEC) visa a ampliar, qualificar e garantir o acesso à educação básica, profissional e superior para povos rurais, das águas e florestas, com foco em infraestrutura, material didático específico, formação de professores e valorização da multissérie, além de manter o diálogo com movimentos sociais de educação no campo e promover o fortalecimento da agricultura familiar.

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