‘É um atentado contra todas as mulheres’, diz ministro da Justiça, sobre estupro no Rio

Em entrevista coletiva ao lado do secretário de Segurança do Rio, ministro da Justiça diz que crime não ficará impune

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) do Rio de Janeiro (RJ), sobre o caso da adolescente de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo na comunidade da Barão, em Jacarepaguá - 27/05/2016
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) do Rio de Janeiro (RJ), sobre o caso da adolescente de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo na comunidade da Barão, em Jacarepaguá – 27/05/2016(Adriano Ishibashi/FramePhoto/Folhapress)

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, garantiu nesta sexta-feira que o estupro coletivo praticado contra uma jovem de 16 anos no Rio não ficará impune. Em entrevista coletiva ao lado do Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, o ministro classificou o crime como “um atentando civilizatório contra todas as mulheres”.

“Temos absoluta certeza que esse crime não ficará impune. Os responsáveis serão achados, presos e condenados. [Este crime] é um atentado à dignidade não só da vítima, mas de todas as mulheres. É um atentado civilizatório pela bestialidade com que foi praticado e pela arrogância da impunidade dos que gravam e colocam o crime nas redes”, afirmou Moraes.

Apesar do tom duro nos discursos, até agora nenhum envolvido foi preso. A Polícia Civil encontrou indícios da participação de quatro pessoas no estupro, dois por estarem na cena do crime (um deles fez selfie com a menina desacordada) e outros dois por divulgarem as imagens nas redes sociais, o que também é crime. Questionado sobre o motivo de a Polícia Civil ainda não ter pedido a prisão dos quatro, Beltrame afirmou que faltam “detalhes jurídicos” para isso e que vai levar o caso até as “últimas consequências”.

“Se isso não foi feito, é porque juridicamente faltam alguns detalhes. O pedido tem que ser muito bem fundamentado. Essa adolescente é vítima e, assim, ela deve ser tratada. Todos [os criminosos] serão identificados e presos, seja quem postou ou quem praticou mesmo o ato. Nós vamos levar isso até as últimas consequências”, disse Beltrame.

O secretário de Segurança também confirmou, sem dar detalhes, que a polícia está realizando neste momento uma operação no morro da Barão, em Jacarepaguá, onde a jovem foi violentada no último fim de semana.

Moraes, que viajou hoje ao Rio para tratar especificamente do caso, também disse que a Polícia Federal estará à disposição das autoridades estaduais para contribuir com o esclarecimento do crime.

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