Servidor estadual não terá reajuste este ano e 2ª parcela do 13º é dúvida

preocupação. Luiz Fernando Pezão já afirmou que não sabe de onde tirar os recursos (BR notícias)

Preocupação. Luiz Fernando Pezão já afirmou que não sabe de onde tirar os recursos (BR notícias)

Governador Pezão disse que ainda não tem recursos para garantir pagamentos

om a crise financeira devido à queda no preço do barril do petróleo, o governador Luiz Fernando Pezão e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB) admitiram que em 2015 não haverá reajuste no salário do servidor. E pior: Pezão afirmou que não há recursos para pagar a segunda parcela do 13º salário dos servidores, aposentados e pensionistas.

A informação foi publicada neste domingo no Jornal Extra. Segundo o texto, a decisão foi tomada após reunião com representantes do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), do Ministério Público (MP), do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da Defensoria Pública e da Alerj, no Palácio Guanabara, no último dia 4.

Foi debatido o fechamento das contas do governo deste ano. Picciani destacou que a Alerj pode dar aumento aos servidores sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no entanto, a medida causaria problemas a outras instituições. Pezão alegou ainda que irá lutar para cobrir a outra parte do 13º, apesar de não saber de onde tirar receita. Disse ainda que a previsão de reajuste para 2016 dependerá da arrecadação.

Professores vão parar por 24 horas

No mês passado Pezão já havia afirmado aos servidores da rede estadual de Educação que a categoria não teria reajuste salarial em 2015. Em repúdio ao anúncio, foi marcada para a próxima quarta-feira (16/9) uma paralisação de 24 horas. Em todo o estado, cerca de 1,2 mil escolas ficarão de portas fechadas. Na região Norte, as 80 unidades devem aderir ao movimento.

Em matéria publicada no Jornal O Dia no dia último dia 3, o governador voltou a falar das dificuldades para fechar as contas de 2015. Depois de prever um déficit de cerca de R$ 11 bilhões no orçamento do ano que vem, ele disse que a folha de pagamento de aposentados e pensionistas é a que mais preocupa. Pezão estima que a folha dos aposentados e pensionistas chegue a R$ 16 bilhões em 2016.

Diante deste cenário de crise, a situação dos municípios produtores de petróleo vem se agravando a cada mês que a receita de royalties é depositada nos cofres das prefeituras. No último dia 25, Campos recebeu R$ 35.495.099,25, uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram depositados R$ 53.160.764,54. Somando royalties e participação especial, deixaram de ser depositados no município aproximadamente R$ 400 milhões, no período de janeiro a agosto deste ano.

Créditos: Jornal O Diário

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