Neco abandona reclusão mesmo figurando em ações graves

Prefeito de SJB passa uma imagem de ‘frio e distante’ dos graves casos na Justiça Eleitoral 

Neco foto setembro 2013

Recolhido e discreto no início do mandato, em razão de figurar como réu em duas ações nas quais constam acusações gravíssimas, em uma delas, inclusive, é apontado como integrante de uma quadrilha, o prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins, o Neco (PMDB), mudou seu comportamento nos últimos meses e está se movimentando, anunciando projetos, como se nada tivesse acontecido. Vira e mexe ele volta à cena.

As ações na Justiça Eleitoral por formação de quadrilha (Operação Machadada) e doações em período eleitoral (Ação de Investigação Judicial Eleitoral – AIJE nº 39184) e suas consequências graves parece não mudar as coisas para Neco.

Apesar do comportamento aparentemente alheio aos processos eleitorais, o futuro de Neco é uma interrogação. Segundo informações do cartório eleitoral de São João da Barrea, um das ações, conclusa para sentença, está em poder da juiza eleitoral Luciana Cesário de Melo Novaes.  Nesta ação, é pedida a cassação do prefeito Neco, do seu vice Alexandre Rosa, e do vereador Eziel Pedro da Silva.  A principal prova que consta nos autos é uma gravação de áudio em um culto, durante o qual o vereador Eziel promete, em seu nome e de Neco, materiais de construção para a reforma de uma igreja, no período eleitoral.

E a mais grave: a ação originada a partir da ‘Operação Machadada’, realizada pela Polícia Federal, que culminou na prisão da ex-prefeita Carla Machada e do atual vice-prefeito e à época vereador Alexandre Rosa.

paulo cassiano prova sjb 3Relembre a Operação Machadada
Agentes da Polícia Federal (PF), comandados pelo então delegado da PF em Campos, Paulo Cassiano(foto ao lado),  prenderam em flagrante, em outubro do ano passado, durante a ‘Operação Machadada’, a prefeita de São João da Barra (SJB), Carla Machado (PMDB), e o vereador Alexandre Rosa (PMDB), então candidato a vice-prefeito de SJB pela Coligação São João da Barra Não Pode Parar, que tinha como candidato a prefeito Neco (PMDB). Eles são acusados de formação de quadrilha e captação ilícita de sufrágio (compra de votos).

Carla Machado foi presa por agentes da PF depois de ter participado de um comício de Neco, na Praia de Grussaí, quando estava a caminho de uma pousada, na Praia de Atafona. Já a prisão de Alexandre Rosa aconteceu na localidade de Água Santa, no 5º distrito de SJB, na casa do candidato Neco.

Carla e Alexandre pagaram fiança e respondem ao processo de formação de quadrilha em liberdade.  

Créditos: Site Campos 24 Horas

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