Deco diz que “músculos não suportam mais” e anuncia fim da carreira

Deco

Deco teve quatro lesões musculares nesta temporada: três na coxa direita e uma na coxa

Após a quarta lesão muscular nesta temporada, Deco anunciou o fim da carreira. O jogador de 35 anos disse que já não consegue jogar futebol por causa do desgaste físico e que abandona o futebol mesmo com apoio para que seguisse no Fluminense até o final do ano. O brasileiro naturalizado português exaltou a trajetória vitoriosa que teve durante os três anos com a camisa tricolor, mas ressaltou que os seus “músculos não suportam mais”.

“Gostaria muito de ter ajudado muito mais o Fluminense, mas o meu corpo não me permitiu. Deixo claro que me dediquei, esforcei e muitos me apoiaram para que eu seguisse até o final de ano. Fisicamente poderia jogar, mas os meus músculos não suportam mais”, comentou Deco em nota oficial. O Fluminense irá dar coletiva às 15h desta segunda-feira para explicar a rescisão contratual do jogador.

O luso-brasileiro disse que gostaria de continuar até o final do Brasileiro para ajudar a recolocar o Fluminense na Copa Libertadores. O Tricolor tem campanha decepcionante na competição até o momento: soma 18 pontos e está na 15ª colocação após 16 rodadas disputadas.

“Não estou conseguindo. Quero agradecer ao Fluminense, Celso Barros e todos que trabalharam comigo nestes três anos e me deram a oportunidade de jogar no futebol brasileiro. Mais do que isso, pude participar e ajudar a conquistar dois títulos Brasileiros e mais o Campeonato Carioca. Fui muito feliz nesta período no clube”, lembrou o agora ex-jogador.

Com três lesões no músculo da coxa direita e uma no músculo da coxa esquerda, Deco abriu mão de contrato assinado até o final deste ano. Por conta dos problemas, ele atuou em apenas 14 partidas nesta temporada, sem marcar nenhum gol. No mesmo período do ano passado, o camisa 20 esteve em campo 28 vezes. Em sua penúltima lesão – na coxa esquerda –, o meia ficou 22 dias fora de ação.

Passagem pelo Fluminense Deco chegou ao Fluminense em agosto de 2010, graças a um desejo do presidente da Unimed, Celso Barros. A negociação envolveu uma compensação financeira ao Chelsea, além da cessão de parte dos direitos econômicos de três jovens da base tricolor: Wallace, Ronan e Rafael Pernão. Na primeira temporada, disputou 16 jogos e ajudou na conquista do Brasileirão daquele ano, com um gol e poucas lesões.No ano seguinte, viveu uma sequência de contusões e jogou apenas 25 partidas na temporada, apenas 19 delas como titular. Em 2012, Deco viveu sua melhor campanha com a camisa do Fluminense. Foi destaque na conquista do Campeonato Carioca, eleito melhor jogador da competição e marcando gol na final da Taça Guanabara, contra o Vasco. No título Brasileiro com três rodadas de antecedência, disputou 17 jogos, e apesar de também ter se lesionado, realizou boas partidas.

O ano de 2013 foi o pior nas Laranjeiras, com quatro lesões musculares. Por conta dos problemas, ele atuou em apenas 14 partidas nesta temporada, sem marcar nenhum gol. Paralelo a tudo isso, será novamente julgado por ter sido flagrado em exame antidoping, em março, pelo Campeonato Carioca. O processo estava sendo julgado pelo TJD-RJ (Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro), mas foi enviado ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que alegou morosidade no andamento do caso.

O contrato do camisa 20 se encerrava no final dessa temporada e ele já havia manifestado a intenção de não renovar, discutindo apenas se continuaria jogando em outro país ou se encerraria a carreira.

Carreira e títulos Deco atuou pelas categorias de base do Nacional-SP e depois foi para o Corinthians, onde começou a carreira em 1996, lançado pelo técnico Valdir Espinosa. Depois, jogou por CSA-AL, Alverca-POR e Salgueiros-POR. A chegada ao Porto-POR, em 1998, quando trabalhou com o técnico José Mourinho, representou o destaque no cenário mundial, com a conquista da Liga dos Campeões de 2003/2004.

O bom momento no time português despertou o interesse do Barcelona, que o contratou em 2004. Na equipe catalã viveu seu melhor momento, com outros cinco títulos, um deles também da Liga dos Campeões. A chegada de Pep Guardiola reduziu o espaço do camisa 20, que se transferiu para o Chelsea e por final para o Fluminense. Conquistou 23 títulos somados todos os clubes e seleções e disputou 686 jogos, anotando 116 gols. Na seleção de Portugal disputou duas Copas do Mundo e duas Eurocopas em sete anos.

 

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