Audiência “Machadada” é adiada outra vez

carla machadada

 

Carla é uma das acusadas do processo

A audiência da Operação Machadada, que seria realizada nesta segunda-feira (20), quando os envolvidos seriam ouvidos pela Justiça Eleitoral de São João da Barra, foi adiada mais uma vez. O motivo do adiamento foi o pedido de perícia do material suspeito feito pelos advogados dos réus. Eles afirmam que o material apreendido que aponta a compra de votos não passa de uma farsa.

Esta é a segunda vez que a audiência é adiada, já que a primeira estava marcada para 3 de maio, mas foi adiada, a pedido da advogada de um dos réus, que teria sido submetida a uma cirurgia de emergência e foi remarcada.

Relembre o caso

A Operação Machadada foi realizada em outubro de 2012 pela Polícia Federal (PF). Na operação, que resultou na Ação de Investigação Eleitoral (AIJE), foram presos em flagrante a então prefeita Carla Machado (PMDB) e o então candidato a vice-prefeito do PMDB, Alexandre Rosa. Entre os envolvidos, os candidatos a vereador Renato dos Santos Timótheo (PDT) e Alex Sandro Matheus Firme (PMDB), eleito vereador e atual líder do governo.

Além de Carla e Alexandre, a PF também acusou de participação no esquema o prefeito eleito José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB). O grupo é acusado de formação de quadrilha e compra de votos.

Possível nova eleição

Em entrevista a um jornal on line local, a promotora de Justiça de SJB, Renata Carbonel, não descartou a possibilidade de cassação do prefeito Neco e a realização de uma nova eleição.

Carla foi presa por agentes da PF depois de participar de um comício de Neco, em Grussaí, a caminho de uma pousada na Praia de Atafona. Já a prisão de Alexandre Rosa aconteceu na localidade de Água Santa, no 5º distrito de SJB, na casa de Neco. Carla e Alexandre pagaram fianças de R$ 60 mil e R$ 50 mil, respectivamente, e foram liberados.

Na ocasião, o delegado titular da Delegacia da PF, em Campos, Paulo Cassiano Júnior, que comandou a operação, disse em entrevista coletiva que Carla Machado estava sendo investigada por compra de votos e formação de quadrilha. Segundo ele, a organização encabeçada pela então prefeita tinha como objetivo barrar a candidatura a vereador de coligações adversárias.

De acordo com Cassiano, alguns candidatos a vereador da cidade, procurados pelo grupo de Carla, não teriam aceitado a proposta e denunciado o esquema à PF, que iniciou as investigações da chamada Operação Machadada.

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