Juíza vai ouvir envolvidos na “Machadada” da PF

Os arrolados na “Operação Machadada”, em outubro de 2012 pela Polícia Federal (PF), serão ouvidos no próximo dia 20, pela Justiça Eleitoral de São João da Barra (SJB). Os depoimentos serão prestados à juíza eleitoral Luciana Cesário de Mello Novais no fórum da cidade.

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Na operação, que ocorreu em pleno processo eleitoral e resultou na Ação de Investigação Eleitoral (AIJE), foram presos em flagrante a então prefeita Carla Machado (PMDB) e o então candidato a vice-prefeito do PMDB, Alexandre Rosa. Entre os envolvidos, os candidatos a vereador Renato dos Santos Timótheo (PDT) e Alex Sandro Matheus Firme (PMDB), eleito vereador e atual líder do governo.

Além de Carla e Alexandre, a PF também acusou de participação no esquema o prefeito eleito José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB). O grupo é acusado de formação de quadrilha e compra de votos.  Em entrevista a um jornal on line local, a promotora de Justiça de SJB, Renata Carbonel, não descartou a possibilidade de cassação do prefeito Neco e a realização de uma nova eleição.

Carla foi presa por agentes da PF depois de participar de um comício de Neco, em Grussaí, a caminho de uma pousada na Praia de Atafona. Já a prisão de Alexandre Rosa aconteceu na localidade de Água Santa, no 5º distrito de SJB, na casa de Neco. Carla e Alexandre pagaram fianças de R$ 60 mil e R$ 50 mil, respectivamente, e foram liberados.

Crime: compra de votos 

Na ocasião, o delegado titular da Delegacia da PF, em Campos, Paulo Cassiano Júnior, que comandou a operação, disse em entrevista coletiva que Carla Machado estava sendo investigada por compra de votos e formação de quadrilha. Segundo ele, a organização encabeçada pela então prefeita tinha como objetivo barrar a candidatura a vereador de coligações adversárias.

De acordo com Cassiano, que comandou a operação, alguns candidatos a vereador da cidade, procurados pelo grupo de Carla, não teriam aceitado a proposta e denunciado o esquema à PF, que iniciou as investigações da chamada “Operação Machadada”.

Candidatos da oposição à Câmara Municipal de SJB teriam sido assediados para desistirem de concorrer ao cargo e apoiar os concorrentes indicados pela prefeita. Em troca, receberiam vantagens financeiras em futuras licitações ou cargos públicos na prefeitura.

Provas em áudio e vídeo

O objetivo, segundo Cassiano, seria formar uma Câmara Municipal majoritariamente favorável à gestão da coligação “São João da Barra não pode parar”, que tinha Neco como candidato a prefeito. As prisões de Carla Machado e de Alexandre Rosa ocorreram em função de várias gravações de áudio e vídeo, além de depoimentos. Em uma das gravações, Carla aparece oferecendo R$ 60 mil a um comerciante, candidato a vereador de SJB pelo PR, para que deixasse de apoiar o então candidato a prefeito Betinho Dauaire (PR), da Coligação São João da Barra Vai Mudar Para Melhor, e passasse a apoiar a candidatura de Neco. Alexandre Rosa também aparece na gravação durante as negociações, que teriam sido iniciadas com o valor de R$ 80 mil.

Créditos: Jornal O Diário

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