Começa a duplicação da BR-101 no trecho entre Casimiro de Abreu e Rio Bonito

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Obra deve durar aproximadamente dois anos para ser concluída

A tão esperada obra de duplicação da BR-101 (conhecida rodovia da morte), enfim, teve início na última quinta-feira, dia 25. A solenidade de abertura das obras contou com a presença de todas as autoridades que se mobilizaram para viabilizar a concretização desse projeto. O investimento de R$ 350 milhões possibilitará o início das obras do trecho entre o km 190,3 em Casimiro de Abreu até o km 261,2 de Rio Bonito. A previsão de conclusão da obra nesse trecho é de dois anos.

A extensão do trecho da rodovia que começou a ser duplicada é de 70,9 quilômetros, sendo que teve início próximo ao trevo de acesso a Rio Dourado, em Casimiro. O projeto contempla a execução de uma nova pista, em paralelo com a existente, com duas faixas de rolamento para cada sentido, mais acostamentos, além da implantação de sinalização horizontal e vertical, e dispositivos de segurança como barreira de concreto e defensas metálicas. Também está prevista a construção de oito trevos em desnível (viadutos) e 11 pontes.

De acordo com o Programa de Exploração da Rodovia (PER), serão duplicados 176,6 quilômetros de rodovia, de Campos dos Goytacazes a Rio Bonito. Entre Macaé e Casimiro de Abreu, o projeto ainda está em fase de licenciamento ambiental. A previsão de conclusão de toda a obra da BR-101 é de quatro anos e vai gerar em torno de 400 empregos diretos, sendo priorizada a mão de obra local.

Segundo o deputado federal Adrian, o empenho dos prefeitos da região e vereadores também foi fundamental nesse processo de duplicação. “Isso me deu respaldo para poder cobrar das autoridades. Agora brigamos para viabilizar a obra no terceiro trecho que liga Casimiro a Macaé, dessa rodovia que é tão importante para todo o Estado”, ressaltou Adrian.

Durante a solenidade, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que a parceria estabelecida com o Governo Federal foi de suma importância na interlocução para concretizar essa antiga reivindicação de autoridades e usuários da rodovia. “Agradeço muito a união de todos para tirar o Rio de Janeiro desse atraso, ainda mais se tratando de um Estado que produz petróleo”, declarou Pezão.

O prefeito de Rio das Ostras, Sabino, lembrou que ainda como deputado teve oportunidade de realizar audiências públicas para viabilizar o cronograma de obras, pois havia recursos, mas faltavam as licenças ambientais. “Fui até ao Instituto Chico Mendes para solicitar a brevidade das obras, e finalmente, a última licença saiu e deram início as obras”, destacou Sabino, lembrando que nesse trecho que está sendo duplicado chegaram a óbito 36 pessoas em 2011. Já em 2012 foram 54 mortes e, somente no primeiro trimestre deste ano, 30 vítimas.

READEQUAÇÃO

Embora a duplicação da BR-101 seja um avanço no desenvolvimento econômico de toda a região, o município de Casimiro de Abreu ainda luta pela readequação do projeto no trecho urbano. Segundo o prefeito de Casimiro, Antonio Marcos, o projeto original prevê que motoristas do bairro industrial, que seguem em direção ao centro da cidade, tenham que se deslocar aproximadamente dois quilômetros, o  que dificulta o acesso aos principais serviços essenciais do município. “O projeto prevê esse deslocamento de dois quilômetros e a cobrança do pedágio. Encaminhamos ofícios, fizemos audiência pública e ainda não tivemos uma resposta definitiva. Pretendemos acompanhar isso de perto e, se possível for, entrar na Justiça, para garantir esse direito aos cidadãos”, afirmou o prefeito. A solicitação com sugestões de adequação do trecho urbano foi encaminhada a Autopista Fluminense e a Agência Nacional de Transportes (ANTT) desde 2010.

Segundo o diretor-superintendente da Autopista Fluminense (concessionária que administra a rodovia), José Alberto Gallo, o trecho foi liberado para a zona rural de Casimiro e que, ainda estão em discussão em conjunto com este município e a ANTT para consenso de definições de novos trevos. “Por enquanto, não temos uma posição a dar até que seja definido um projeto satisfatório para toda a sociedade local e rodovia”, declarou.

 

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