Juiza ouve testemunhas dia três em SJB

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Francisco de Assis é advogado contra os envolvidos e diz que resultado das eleições pode mudar

O processo relativo às irregularidades no período eleitoral em outubro de 2012 em São João da Barra, que resultaram em prisões pela Polícia Federal (PF), processos na Justiça Eleitoral e investigações no Ministério Público Estadual (MPE), está em andamento. Entre os presos estavam a prefeita à época, Carla Machado (PMDB), e o então vereador (atual vice-prefeito) Alexandre Rosa.

No dia três de maio, os arrolados na “Operação Machadada”, realizada em outubro pela PF, resultando na Ação de Investigação Eleitoral (Aije 40483/2012.6.19.0037), prestarão depoimento a partir das 14h, no fórum da cidade, diante da juíza eleitoral Luciana Cesário de Mello Novais.

Paralelamente à Aije, provocada pela coligação “São João da Barra vai Mudar para Melhor”, há na Justiça outra investigação, a de número 40131/2012.6.19.0037, baseado em denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral. Segundo o advogado da coligação que move a ação, Francisco de Assis Pessanha Filho, a audiência convoca arrolados na Aije que investiga irregularidades no processo eleitoral, além de testemunhas. “Para as oitivas da audiência do dia três foram convocadas pessoas arroladas nos atos de irregularidades, constatadas nas investigações da PF. A convocação foi feita no Diário Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral do dia 18 deste mês (abril). Além dos arrolados no processo, também pode ser ouvida testemunha ou testemunhas. Da mesma forma, podem ser dispensadas”, esclareceu o advogado.

Polícia Federal reuniu várias provas

Francisco de Assis observa que “certamente que o juízo eleitoral tem interesse em ouvir os arrolados na investigação, na ocasião candidatos e hoje detentores de cargos eletivos, além da ex-prefeita Carla Machado”. O advogado resume: “é o caso do então candidato, eleito prefeito, José Amaro Martins, o Neco (PMDB), e seu companheiro de chapa, à época vereador, Alexandre Rosa (PMDB); o então candidato e eleito vereador Alex Sandro Firme (PMDB), hoje líder do governo; e o então candidato Renato Timóteo (PDT)”.

A operação Machada foi comandada pelo delegado da PF, Paulo Cassiano Júnior, com as prisões em flagrantes. Na oportunidade, várias provas foram apresentadas. Numa conversa gravada, Carla Machado oferece R$ 60 mil para um comerciante candidato a vereador deixar de apoiar o candidato a prefeito Betinho Dauaire (PR). Alexandre Rosa também aparece na gravação de negociações que teriam sido iniciadas com o valor de R$ 80 mil.

Créditos: Jornal O Diário

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