Até ex-secretário apontado como ‘fantasma’

camara de camposA Câmara de Vereadores de Campos tem excesso de funcionários, e parte deles não comparece ao trabalho há cerca de quatro anos. A conclusão é de um relatório da Comissão de Fiscalização da Casa elaborado para ser encaminhado à Mesa Diretora até a abertura dos trabalhos das sessões plenárias, no próximo dia 19.

Para identificar os funcionários que não estão alocados em nenhum dos departamentos da Câmara, o presidente do Legislativo, Edson Batista (PTB), mandou fazer um recadastramento dos funcionários para verificar detalhadamente a situação do quadro funcional. Dos servidores que recebiam sem trabalhar, 10 estariam à disposição do gabinete do ex-presidente da Câmara, Nelson Nahim (PPL), sendo que alguns assinavam o ponto na praia de Grussaí, em São João da Barra, onde moravam.  “Há um inchaço na folha de pagamento, e hoje a Câmara não dispõe de espaço para abrigar todos esses funcionários, se todos eles vierem trabalhar. A partir deste relatório é que iremos saber quem é útil e quem está ocioso, ganhando sem trabalhar”, declarou Edson Batista. Alguns desses recebiam salários entre R$ 4 mil a R$ 6 mil, mas há quem tenha vencimentos de até R$ 11 mil.

Nomes só depois de levantamento final

O presidente da Câmara decidiu que no momento não vai divulgar os nomes dos “fantasmas” (funcionários que recebem sem ir ao trabalho) até que a Comissão de Fiscalização lhe apresente um levantamento detalhado da situação, com nomes, valores de salários e funções que exercem para não cometer injustiças ou criar constrangimentos. “Vamos tratar desta questão com racionalidade, sem generalizações, até porque há alguns funcionários que estão adoentados e perto de se aposentarem, e a estes iremos encaminhar suas respectivas situações para que não sejam prejudicados”, ponderou. Edson Batista disse também que enquanto não for apresentado o relatório sobre a situação de pessoal da Câmara, a questão do concurso ficará fora da pauta de discussão.

Nelson Nahim rebateu que não admitiu nenhum funcionário em sua gestão. “Esses funcionários são efetivos, não entraram em minha gestão. Alguns já possuem muitos anos de Casa, têm direito a licença-prêmio e ficam sem trabalhar durante um tempo. Muitos estão lá desde a época quando Paulo Albernaz era presidente”, afirmou o ex-presidente do Legislativo.

Ciclo de debates – A Câmara também concluiu ontem sobre a necessidade de inserir a qualificação profissional na pauta do ciclo de debates que serão realizados às segundas-feiras, na Casa.

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