Sustentabilidade em pauta na Câmara de SJB

Entre as matérias pautadas para a sessão desta quinta-feira
(22), da Câmara de São João da Barra (SJB), três indicações foram aprovadas por
unanimidade. Uma delas, proposta por Aluizio Siqueira, diz respeito ao Meio
Ambiente. Ele pede ao Executivo para elaborar projetos sustentáveis – nos
prédios públicos novos e naqueles que puderem sofrer adaptação.

Como exemplo, o parlamentar citou o reaproveitamento das
águas pluviais para lavar o chão e regar os jardins. “Podemos também aproveitar
melhor a energia solar, já que vivemos numa região de muito sol, assim como a
energia eólica, pois aqui venta muito”, comentou Aluizio, destacando que a
indústria privada já vem tendo essa preocupação com o meio ambiente. “A água vai
ser o grande problema do futuro”, disse.

A outra indicação foi proposta por Elísio Rodrigues, que
propôs a colocação de tachões ou quebra-molas na Rua Nair Paes Rangel, em
Barcelos. O presidente do legislativo, Gerson Crispim (Gersinho), solicitou uma
ambulância para a localidade de Palacete. “Palacete vai completar um ano sem
ambulância no posto de saúde. Não sou contra shows, mas a prefeitura não pode
esquecer da saúde do município”, acrescentou Gersinho, lembrando que no domingo,
não havia ambulância no Açu e uma senhora veio a morrer.

CPI –  O vereador Camarão, ao final da
sessão, fez um pronunciamento sobre a CPI do Barro (também conhecida como CPI
das Estradas e que foi presidida por ele), instaurada pela Câmara de SJB em
outubro de 2010. “Tomei conhecimento de que saiu no Diário Oficial de ontem, que
a Justiça determinou que a prefeita Carla Machado forneça todos os documentos
que nós solicitamos à época e que ela sonegou. Se tem uma coisa que pode ser
comprovada nessa CPI é que a prefeita desvia dinheiro dos cofres públicos para
enriquecer pessoas”, afirmou Camarão. A decisão do processo
nº. 0003995-71.2011.8.19.0053 foi publicada no Diário Oficial do dia 21/11/2012
do Tribunal de Justiça do Estado.

Pelo relatório da CPI, o fato gerou um prejuízo estimado em
R$ 14 milhões à municipalidade. Impulsionada por denúncia de moradores
residentes próximos às estradas do Cardeiro, Córrego Fundo a Bajurú, Caetá a
Vila Abreu e Palacete, a CPI visava apurar possíveis irregularidades nessas
obras, como: notas fiscais sem atesto da fiscalização e sem carimbo do
departamento de compras, serviços iniciados antes de ser empenhados, uso de
barro em vez de saibro, retirada ilegal de areia de uma propriedade, para
efetuar aterro da Estrada do Confisco, ausência de placas nos locais onde foram
feitas as obras, o que fere a Constituição.


Decisão

– Também foi lida por Camarão, a sentença proferida pela juíza, Luciana Cesário
de Mello Novais, da Comarca de São João da Barra, em que julga improcedente o
mandado de segurança impetrado pela bancada governista para que a Câmara
realizasse nova eleição para a Mesa Diretora e das comissões permanentes em que
faziam parte os edis Carlos Machado da Silva e Franquis Arêas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.