Mitos e verdades da quarentena: como evitar o contágio do coronavírus

O Ministério da Saúde, em seu plano de contingência nacional para a infecção pelo novo coronavírus (COVID-19), recomenda que casos leves da doença cumpram quarentena e monitoramento domiciliar. 

A estratégia, que visa evitar a ocupação desnecessária de leitos, indica o isolamento domiciliar para casos suspeitos ou confirmados de infecção pela doença. O grupo inclui pessoas que apresentam sintomas de febre e pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios e que tenham:

1. Viajado recentemente
2. Tido contato próximo com casos suspeitos ou confirmados para COVID-19 nos últimos 14 dias
3. Mantido contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias 

Já o isolamento social é indicado para toda a população, e é importante para controlar a transmissão do coronavírus. “Estamos em um momento que devemos evitar a curva de crescimento acentuada, quanto mais a gente retardar esse crescimento, menos consequências teremos dessa pandemia”, comenta o infectologista José Valdez Madruga, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Para cumprir devidamente o isolamento social, a população deve seguir algumas orientações:

• Sempre e em qualquer momento higienizar as mãos com água e sabão por, no mínimo, 20 segundos quando não for possível, usar álcool gel 70%;
• Se precisar sair na rua, continuar com o uso do álcool gel. Se a mão estiver suja, e não existir uma pia disponível, limpar primeiro a mão com lenço umedecido, e depois usar álcool gel;
• Evitar mais de três pessoas no elevador do prédio;
• Criar o hábito de higienizar objetos que são muito tocados, como o telefone celular;
• Dar preferência pelo uso de papel toalha ou panos descartáveis na higienização dos ambientes;
• Evitar o transporte público, só se for extremamente necessário e dar preferência para horários alternativos.

O que pessoas que vivem com grupos de risco devem fazer:

• De preferência manter os ambientes em comum higienizados com álcool 70% ou hipoclorito;
• Pessoas que tiveram contato com aglomerações devem ficar 14 dias sem contato ou com distância de um metro, no mínimo, das pessoas do grupo de risco.

O que pessoas que vivem com pessoas contaminadas devem fazer:

• A pessoa infectada deve se manter totalmente isolada, evitando os espaços em comum na casa;
• Não compartilhar copos, talheres, pratos;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal – como escova de dente, toalha, alicate de unha ou lâmina de barbear;
• Manter os locais limpos, fazendo a limpeza com água e sabão, ou desinfetante nos locais em comuns;
• A própria pessoa infectada que deve fazer a própria higiene do ambiente em que está isolada;
• Dar preferência pelo uso de papel toalha ou panos descartáveis na higienização dos ambientes da casa;
• Manter as janelas abertas da casa;
• Manter um quarto e um banheiro reservados para a pessoa infectada.
 
É importante esclarecer, ainda, alguns mitos e verdades sobre o isolamento para pessoas sem sintomas.

Mitos

• Não é necessário tirar o sapato ao chegar em casa. Essa prática não diminui nenhum risco;• Não é necessário tirar a roupa e colocar na sacola plástica ao chegar em casa;
• Lavar as roupas separadamente – somente em casos de pessoas infectadas;
• Dormir em cama separada – somente em casos de pessoas infectadas;
• Colocar manga longa ao sair de casa;
• Prender o cabelo e evitar usar brincos;
• Desinfetar as patas do pet ao passear com ele;
• Utilizar banheiros diferentes de outras pessoas da casa, essa regra vale apenas se o convívio for com alguém infectado dentro de casa.
 

Verdades

• Limpar o celular com álcool 70%;
• Limpar e desinfetar o quanto for possível superfícies de alto contato;
• Evitar o uso de anéis e correntinhas;
• Evitar contato muito próximo com os pets;
• Manter a casa ventilada.

Fonte: CNN BRASIL

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