Os próximos 4 anos serão “anormalmente quentes”

O período de tempo até 2022 poderá registrar temperaturas ainda mais elevadas do que o esperado, com anos “anormalmente quentes”, segundo um estudo baseado em um novo método de previsão, divulgado nesta terça-feira (14).

O trabalho, realizado por pesquisadores das universidades de Brest, na França, e Southampton, no Reino Unido, e pelo Instituto Real Holandês de Meteorologia, “mostra que, a nível geral, 2018-2022 pode ser ainda mais quente que o esperado com base no aquecimento global” atualmente aceito.

“O aquecimento causado pelas emissões de gases de efeito estufa não é linear: parece ter descido no início do século XXI, um fenômeno conhecido como hiato do aquecimento global. Um novo método para prever as temperaturas médias, no entanto, sugere que os próximos anos serão provavelmente mais quentes que o esperado“, de acordo com a informação divulgada.

O sistema desenvolvido agora, e no qual se baseiam as conclusões do estudo publicado na Nature Communications, não utiliza as técnicas tradicionais de simulação.

A nova alternativa usada pelos cientistas aplica um método estatístico para procurar simulações climáticas dos séculos XX e XXI, utilizando vários modelos de referência para encontrar “analogias” entre as condições atuais do clima e deduzir possibilidades para o futuro.

“A precisão e confiança deste sistema de probabilidade é, pelo menos, equivalente aos métodos atuais, principalmente para o objetivo de simular o hiato do aquecimento global do início do século”, salientam os pesquisadores.

O novo método prevê que a temperatura média pode ser anormalmente alta entre 2018 e 2022, devido a uma baixa probabilidade de ocorrência de fenômenos de frio intenso.

O fenômeno de aumento na temperatura é ainda mais realçado no que respeita aos valores para a superfície do mar, o que se explica pela elevada probabilidade de eventos de calor, que, em determinadas condições, podem levar a um aumento das tempestades tropicais.

Atualmente, o novo método só é aplicável para médias globais, mas, os cientistas querem adaptá-lo para serem realizadas previsões regionais e para tendências de precipitação e de seca, além da temperatura.

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